<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-21568582</atom:id><lastBuildDate>Sat, 10 Oct 2009 18:46:23 +0000</lastBuildDate><title>Cafézinho com Thiago Berzoini</title><description>Café e Poesia. 
Pegue sua xícara e sirva-se.</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-5124638322416229359</guid><pubDate>Fri, 29 Aug 2008 03:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-29T01:05:02.273-03:00</atom:updated><title>In Technicolor</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E que nenhum destino possível parece agora em technicolor com som estéreo; não há na grande sala escura um espectador aflito ansiando uma canção orquestral majestosa. Todos possíveis destinos parecem, agora, fantasmais. Pois nenhuma linha demonstra-se passível de desvio. Força vã: o fio do destino se mostra irretocável, irrevogável, inquestionável. Num dia de céu cinza e dublado, os olhos ainda meio grudados, o despertador com seu toque irritante. Corpo impulsionado a sair do conforto, cessar o barulho intermitente. É hora, então, de levantar. E no meio da tarde, já serás um eu de lembrança sofrida, doído - alma aos músculos -, palavras acústicas abafadas, um leve sabor de coentro. Dessa forma, alguns menos, outros mais, passam seus dias entre terras e um cais, num vaguear insosso, num alagar de olhos. O pior lugar é o não-aqui; de estar lá, só, em pensar: Não existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-5124638322416229359?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2008/08/in-technicolor.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-1880886535208988151</guid><pubDate>Tue, 29 Jul 2008 05:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-29T03:51:51.763-03:00</atom:updated><title>O Sorriso de Nat King Cole na Avenida</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele ponto de ônibus, a noite vislumbrava, ainda, continuidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alinhado, parou incomodado. Pessoas se esfregando, o esbarrão ocasional dos corpos se aproveitando da ocasião, o suor misturado com o perfume da sexualidade desglamourizada do fim de tarde, na parte baixa da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele, incomodado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gente feia. Perfume barato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhar angustiado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem porquê. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duas pérolas de pureza, peles negras, arrancam breve sorriso do homem de olhar cansado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preocupado sorri pouco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida anda promissoramente tacanha, móe a fé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquelas crianças, de roupas puídas -ele com um casaquinho azul-pelúcia encardido, ela com duas chiquinhas mal feitas, cabelos crespados mal cuidados, jaqueta rosa rasgada na manga - ainda não viram o esmaecer do farol (mesmo que já apagado) - (des) saber triunfal da infância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio à tanto vazio, mesquinharia brinde do cotidiano, sorriam felizes,elas, entre si. Encostavam lábios pequenos e alegres em suas sujas palmas das mãos, respectivas, e sopravam olhando, admiradas, para cima: outdoor reinando sob suas alturas infímas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sorrisos breves. Gargalhadas embaladas pelo cheiro do churrasquinho da esquina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eram beijos enviados com um sopro leve, infante, para &lt;em&gt;Nat King Cole&lt;/em&gt;. Ele, numa foto antiga e pouco tratada, gigantesco até para os crescidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anúncio de um musical sobre sua vida, no teatro mais nobre da cidade - informação essa que aquelas crianças encantadas desconheciam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntava-se - observando a cena, quase chegou a marear os olhos secos - se &lt;em&gt;Nat Kin Cole&lt;/em&gt; os lembrava o pai, tio ou avô. Certamente, não conheciam o músico, mas era de alguma forma, carismático o suficiente para merecer o curioso carinho despertado nos, deduzia ele, irmãos. Arrepiou-se ao ver a cena. Perdeu-se (quase) do incomodo da lotação (estúpida) do fim da tarde naquele ponto de ônibus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No meio daqueles, era só um. Gostava disso, em parte, embora nunca admitisse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua condução tardia estacionando (enfim). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhou &lt;em&gt;Nat King Cole&lt;/em&gt; no seu outdoor: solitário, sorriso (triste) - (triste) talvez da felicidade do sucesso. Sabia que a "fama" era um gozo doído, cria, naquele sorriso &lt;em&gt;Cole&lt;/em&gt; também sentia-se assim. Cismava com o sorriso de Cole. Sincero, ainda assim, forçado. Talvez o foco fossem os olhos mas poesia mesmo era sorriso, decidiu que era assim, e foi. Já vira a foto, no Outdoor percebia-se mais triste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de subir no ônibus, de chofre olhou pros pequeninos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentados, a mãe até então figurante imperceptível na cena, agora abaixada abrindo um pacote de biscoitos recheados. Na mão da menina, meio biscoito com recheio ao ar livre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tumulto, roleta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bancos ocupados. Claustrofobia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Celular, - (distante) monofônico Mozart-, "Alô, tô indo...".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suor. Sinal vermelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém espera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Longa avenida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-1880886535208988151?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2008/07/o-sorriso-de-nat-king-cole-na-avenida.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-8949002788599988075</guid><pubDate>Tue, 17 Jun 2008 17:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-17T15:24:26.321-03:00</atom:updated><title>Sistema Límbico das Cidades</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansado de tanto aborrecimento, partiu. Em oito meses voltou. Não encontrou lá coisa fantástica, era a mesma bagaça com nova carcaça. Chega de ar puro e tom monótono das tardes de sábado. Com sol era até agradável mas em dia de chuva, lamentável. Feio e triste, como todo sábado choroso. Cidade grande chora raivosa. As pequenas dão pena, sente-se melancolia das ruas de pedra. As grandes metrópoles choram com rancor, são violentas em tudo, até nas emoções. Agridem até mesmo sem perceber que ferem os transeuntes. Eram, então, um só, grandes pedaços de concreto, sem muita ligação com os (s)eus. Nas pequerruchas cidades, o choro dói. Nubla o céu e vem sempre uma tristeza, e não tem ira naquela mágoa, é apenas assim: cristalina. Parecem ser um com os (s)eus. Não se adaptou a tamanha intimidade, incomodava a sujeira do pequeno, lamaçal que se fazia um atolar de pés. Gostava mesmo é do vento nos prédios, marquises, assovios por entre janelas de alumínio. As placas luminosas gangorreando às lágrimas, e o mais adorável: molhava asfalto, negror ímpar nas ruas vazias e enfim, limpas... Entre pedras e asfalto, assistia poesia nas pedras; no asfalto as vistas se ralavam aflitas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-8949002788599988075?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2008/06/sistema-lmbico-das-cidades.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-3045945396251288967</guid><pubDate>Fri, 25 Jan 2008 00:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-25T18:27:58.950-03:00</atom:updated><title>Tardes.</title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calou-se, estupefato. Tomou sem glamour a xícara de café, enquanto a tarde cinzenta esfriava as faces. Olhava, perdido, mareando o globo.&lt;br /&gt;Chorava, a cidade, uma chuva fina.&lt;br /&gt;Um coração medíocre, mais morno que ontem, que nem o café esquentava, batia vulgarmente.&lt;br /&gt;Tum.Tum.Tum.Tum. Batida seca, não parecia véspera de carnaval.&lt;br /&gt;Alheias faces, sorrisos mantidos, dentes brancos ao redor e além.&lt;br /&gt;A fumaça de um cigarro, cortina tímida mesa à frente.&lt;br /&gt;Um conhecido a passos largos. Nem vê...quase. Sorriso forçado de lá e cá, finda em segundos.&lt;br /&gt;São lábios sérios molhados em cafeína.&lt;br /&gt;Burburinho contínuo, famílias, amigos, amores, crianças, jovens, idosos.&lt;br /&gt;Ele.&lt;br /&gt;(pensava:)&lt;br /&gt;Em algum lugar: ela - que nem visitava mais.&lt;br /&gt;Os dias.&lt;br /&gt;Dias sim, dias não, a chuva costumeira.&lt;br /&gt;A mesma mesa, o mesmo olhar: perdido.&lt;br /&gt;O samba (no copo descartável).&lt;br /&gt;O café, o desgosto e a mesma batida seca.&lt;br /&gt;Nem parecia carnaval.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-3045945396251288967?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2008/01/tardes.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-3671805295628829541</guid><pubDate>Mon, 03 Dec 2007 00:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-02T02:20:29.467-03:00</atom:updated><title>Temps et connaissance</title><description>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;I. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Olhos cansados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Un révolutionnaire&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;entre os dedos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Livros velhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;alfarrábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;II. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os grãos unidos&lt;br /&gt;jogando-se ao deserto&lt;br /&gt;irmão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;III.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;&lt;em&gt;la belleza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;em virginales páginas"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Canônizado diz.&lt;br /&gt;Voz da consciência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;IV.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Caem as ramas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;do tempo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;nada para.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;V.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Sabujice é falsa (não).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Indecifrável efeméride&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;fêmea: falácia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;VI.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Paira o pendular&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ruído constante&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;coração-maquinal.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;VII.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Entre os olhos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Un sage,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;entrelinhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;dedos folheiam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;nas pontas-unhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;VIII.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;A perplexidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nada apara&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;as ramadas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;dos grãos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;suicidas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-3671805295628829541?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/12/buslis-nonada.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-255162886360827187</guid><pubDate>Mon, 12 Nov 2007 21:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-12T21:54:51.275-03:00</atom:updated><title>Pé D’água</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tilintar feroz lavando asfalto, as donas-de-casa com seus filhos, apressadas, desejosas por marquises onde possam proteger seus filhos, as donas-de-casa mais prevenidas puxando pelos braços os filhos chorosos pelo clima frio, debaixo de sombrinhas, algumas coloridas outras sóbrias, ansiosas também pelas marquises breves que a cidade oferece, o asfalto sendo lavado pelo tilintar feroz da chuva, nos carros o vidro é lavado, naturalmente, e passam correndo, motoristas que querem o conforto de suas casa, alguns desejam a pele nua da esposa, aquele ali só quer ver a tevê quando chegar e ele aperta o pé, passam apressados, a água, das poças próximas a calçada são jorradas aos transeuntes, a médica de branco molhada com a água suja do asfalto, &lt;em&gt;motorista filho-da-puta&lt;/em&gt;, pensa, mais a frente o ponto de ônibus lotado, todos apertados, espremem-se fugindo dos respingos passa o ônibus jorra água do asfalto, &lt;em&gt;sem mãe!,&lt;/em&gt; grita o senhor de meia idade &lt;em&gt;tomar no cu, carai!,&lt;/em&gt; o boyzinho-do-cordão-de-prata-no-pescoço - que-correu-ali-para-se-esconder-da-chuva grita, sem educação, mas estuda no jesuítas... o caderno cai em meio a movimentação, a madame de salto alto pisa, &lt;em&gt;desculpa, eu não vi!;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Oquei...,&lt;/em&gt; diz&lt;em&gt;; Porra...,&lt;/em&gt; pensa; ele catando do chão o caderno, não tem educação, mas estuda no jesuítas, limpa com nojo o caderno e olha para a praça, um cachorro ensopado arfa parado no meio entre as árvores enquanto água faz brilhar o pelo pardo-amarelado sujo e crispado. O movimento diminui, os carros passam, a hora passa, os ônibus passam, o cachorro deita embaixo de um banco da praça, a chuva diminui, seus pingos estão tímidos. Vai parar...cai mais chuva,&lt;em&gt; Pô, que porra! &lt;/em&gt;ele resmunga... &lt;em&gt;Meu pai podia me buscar, vou de táxi, buceta...&lt;/em&gt;ele pensa. Não tem educação, mas estuda no jesuítas... ficam todos em um ponto de ônibus, aglomerados, a observar a parede de água caindo dos céus, do executivo do Victory Hotel à servente da creche que tem um caso com um pivete do Dom Bosco, todos unidos no ponto, roçam o terno Armani com a blusa puída exalando suor, o cachorro pulguento esfrega-se na perna nua da menina passando brilho labial, &lt;em&gt;Ai, sai daqui nojento!&lt;/em&gt; diz com uma voz insuportavelmente fanha, enquanto seus seus loiros pêlos de súbito eriçam ao cachorro lhe encostar. Ocultos do tilintar da chuva que insiste em molhar ainda assim...(e não... )&lt;br /&gt;Nenhum deles era de açúcar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-255162886360827187?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/11/p-dgua.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-1812693907965657731</guid><pubDate>Sun, 30 Sep 2007 06:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-30T14:27:13.455-03:00</atom:updated><title>Desmemória do ilustre angolano: agonia constante</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agonia constante o abatia há meses e então, cansado de viver na casa do velho Ramalho, resolveu pegar a velha bolsa de pano puído e colocar seus poucos pertences dentro dela. Abriu a gaveta calmamente e observou os seus objetos. Uma fita cassete, um walkman, duas pilhas, um pequeno calendário com uma paisagem árida e fotos de uma mulher que lhe dava repulsa, apesar de bonita. Havia ali também alguns livros, dois aristóteles e um Camus de páginas amareladas e já carcomidas, e um Faulkner com dedicatória trazendo os dizeres: "Saboreie este intenso volume. com carinho, Almiro e Amanda". Quem eram e por quê lhe deram o livro ainda era um mistério, mas de todas as coisas não sabidas, "Almiro e Amanda" eram os que menos lhe incomodava porém o que mais lhe impulsionava a sair dali. Havia uma vida inteira esquecida, e ansiava por lembrá-la. Almiro e Amanda sendo os nomes únicos que possuía de seu passado eram assim caminho para alguma descoberta. Porém, os meios para se chegar a esse caminho lhe era estranho, inimaginável. E pensava nisso enquanto posicionava as pilhas no walkman e colocava suavemente a fita cassete como se tivesse um prazer infantil em ouvir os estalares e ruídos dos encaixes do aparelho. Apertou o "play" e ouviu uma vez mais um trecho da música que mais lhe agradava naquela fita. Ramalho certa feita lhe disse o nome do conjunto: "&lt;em&gt;Duo Ouro Negro&lt;/em&gt;", e certamente nada lhe dizia esse nome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi até a janela de onde olhou a vizinhança pobre. Pensava se deveria se despedir de Ramalho.&lt;br /&gt;Não lhe era decisão fácil, e por isso mesmo recostou-se na cama ouvindo a fita e adormecera...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Quando amanhã romper eu vou cantar, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;eu vou sorrir, eu vou viver..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A canção tocava como uma ode à esperança daquele desmemoriado angolano adormecido na cama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;BERZOINI, Thiago. &lt;strong&gt;Desmemória do Ilustre Angolano&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-1812693907965657731?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/09/desmemria-do-ilustre-angolano-aumenta.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-4285188982224789881</guid><pubDate>Thu, 06 Sep 2007 21:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-06T19:05:10.463-03:00</atom:updated><title>A janela-paisagem do décimo oitavo andar</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da tarde, observava da janela os prédios iluminados pelo sol que se escondia. Parou os olhos acima, no céu sem branca nuvem. Pássaros em pares cruzaram a cena.&lt;br /&gt;Silêncio frio e intenso, condizendo com o corredor estreito de paredes cinzas do décimo oitavo andar, por onde se avistava o sul da cidade.&lt;br /&gt;Olhando esses blocos de concreto infinitamente alongados é como se vida alguma os habitasse.&lt;br /&gt;Tudo é frio.&lt;br /&gt;Tudo é calado.&lt;br /&gt;Até o conceito de vida parece gelado. Nem mesmo o sol que ilumina levemente o topo dos edifícios parece esquentá-los.&lt;br /&gt;O barulho que quebrou o silêncio, e fez desviar os olhos da janela veio dos elevadores. São três, além do corredor. Passam mas não fazem barulho algum, exceto quando algum passageiro desce no andar, mas até o momento nenhum desceu... até o momento.&lt;br /&gt;O menor e mais suave dos passos ecoa espalhafatoso devido ao vazio do andar. As portas estão fechadas, à direita do elevador, lado oposto ao corredor, apenas uma firma de advocacia está com suas portas de vidro abertas e com luzes acesas, dando vida ao ambiente. No mais, todas são portas de madeira sem luxo algum.&lt;br /&gt;Surge a senhora de meia-idade que sequer olha para os lados, ela para em frente à primeira porta do corredor, coloca apressada as mãos brancas e finas na bolsa bege e após remexer um pouco retira as chaves, levando-as de encontro ao segredo da porta, que se abre. Por segundos o andar pareceu habitado, até seus passos serem abafados pela porta se fechando.&lt;br /&gt;Toda a imensidão parece caber naquele estreito corredor frio novamente.&lt;br /&gt;Os olhos correm lentos pelo chão branco, limpo e retornam se fixando na paisagem apresentada pela tímida janela de ferro. A janela-paisagem do décimo oitavo andar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-4285188982224789881?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/09/janela-paisagem-do-dcimo-oitavo-andar.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-8361155132568938549</guid><pubDate>Fri, 17 Aug 2007 17:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-06T18:55:30.719-03:00</atom:updated><title>Breves minutos</title><description>Enquanto sentado,&lt;br /&gt;só,&lt;br /&gt;ao relento,&lt;br /&gt;entre bosques e árvores,&lt;br /&gt;sereno,&lt;br /&gt;eu relia o momento&lt;br /&gt;perdido em silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-8361155132568938549?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/08/enquanto-sentado-s-ao-relento-entre.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-4524162508675723700</guid><pubDate>Tue, 07 Aug 2007 05:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-08T19:16:32.401-03:00</atom:updated><title>Oeste</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ubsx3bHipGI/RrgAuXOjRQI/AAAAAAAAAAU/IQ5gbBIwSD8/s1600-h/daltons2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095823774878745858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ubsx3bHipGI/RrgAuXOjRQI/AAAAAAAAAAU/IQ5gbBIwSD8/s320/daltons2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter a estrela,&lt;br /&gt;o chapéu,&lt;br /&gt;o cavalo e&lt;br /&gt;o deserto...&lt;br /&gt;Nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-4524162508675723700?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/08/oeste.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ubsx3bHipGI/RrgAuXOjRQI/AAAAAAAAAAU/IQ5gbBIwSD8/s72-c/daltons2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-3405041101996907451</guid><pubDate>Fri, 06 Jul 2007 05:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-14T16:15:28.508-03:00</atom:updated><title>A eternidade em uma manhã</title><description>por Thiago Berzoini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela manhã lhe parecia especial, apesar de ter em sua mente que nada de magnífico ou surpreendente lhe fosse ocorrer. Tomou rapidamente seu café da manhã e pensou sem muito apreço nas tarefas que lhe eram devidas, olhou-se no espelho enquanto penteava os cabelos, escovou os dentes e por breves minutos encarou-se profundamente, fitando direto os olhos negros.&lt;br /&gt;A manhã ensolarada trazia consigo um vento frio e o céu azul a promessa de um belo dia. Mas a caminho da faculdade nada parecia fazer seu dia mais inovador. Pegou o ônibus, com poucos passageiros e ali lembrara de suas recentes conquistas profissionais o que lhe arrancara um sorriso tímido.&lt;br /&gt;Chegou até o departamento onde seria sua aula, foi até a sala, sentou-se e sentiu-se irremediavelmente enfastiado com a situação toda, pois mal interessava-lhe a situação feminista que imperava na fronte de jornais sindicais cuja professora discursava dignamente. Perdido em seus pensamentos, sentiu uma pontada no peito, como se de dentro pra fora, uma faca olfa lhe acariciasse a pele,e em poucos segundos não estivesse mais ali. Franziu a testa e perdeu-se novamente em pensamentos preocupantes. Pensava ele, que na sua idade não haveria muitos cuja vida se resumisse em obra. Insatisfeito, rabiscou meia dúzia de traços paralelos no caderno vazio. Lembrou-se e sim, acalmava o coração. A figura dela invadiu toda sua razão, percebeu até o sorriso naqueles lábios que devido estarem guardados tanto tempo só em memória, lhes eram secos. Ela, triunfante, permeou-lhe a mente. Ele franzindo mais ainda as sobrancelhas e deixando as pálpebras caírem, tristes, ainda mais. Foi quando sentiu, como se um ferro de solda transpassasse seu coração e a dor se misturasse às carícias de uma faca olfa querendo rasgar-lhe o peito, e suando frio, tentou levantar-se e, por fim, caiu ao chão. Poucos minutos antes do fim daquela aula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-3405041101996907451?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/07/eternidade-em-uma-manh.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-3639227007785751954</guid><pubDate>Wed, 27 Jun 2007 03:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-08T19:16:32.558-03:00</atom:updated><title>Nina Simone - Wild is the Wind</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ubsx3bHipGI/RoHffdRf7BI/AAAAAAAAAAM/KCSo8R72X-w/s1600-h/ninasimone.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ubsx3bHipGI/RoHffdRf7BI/AAAAAAAAAAM/KCSo8R72X-w/s320/ninasimone.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080587586177592338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;For we're creatures&lt;br /&gt;of the wind&lt;br /&gt;And wild is the wind&lt;br /&gt;So wild is the wind&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="width:180px;height:45px;"&gt;&lt;object width="180" height="29"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.blogmusik.net/embedded/blogplayer_3.swf?path=102694&amp;color1=cccccc&amp;color2=0066FF&amp;color3=0066FF"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.blogmusik.net/embedded/blogplayer_3.swf?path=102694&amp;color1=cccccc&amp;color2=0066FF&amp;color3=0066FF" type="application/x-shockwave-flash" width="180" height="29"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;a href="http://www.blogmusik.net" style="border:none;margin:0;padding:0;"&gt;&lt;img src="http://www.blogmusik.net/embedded/footer.jpg" alt="free music" title="free music" border="0" style="border:none;margin:0;padding:0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-3639227007785751954?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/06/nina-simone-wild-is-wind.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ubsx3bHipGI/RoHffdRf7BI/AAAAAAAAAAM/KCSo8R72X-w/s72-c/ninasimone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-2354011138433903455</guid><pubDate>Thu, 21 Jun 2007 04:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-21T01:53:00.584-03:00</atom:updated><title>Transubstanciação de um errante por Circe, a feiticeira.</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, Circe, naquela ocasião me transformou em um monstro, um animal quadrúpede, que se banhava na lama; não tenho em mente se era um porco, ou asno, embora ás vezes, quando durmo e sonho, e vou novamente para aquele lugar detestável, me sinta parecido com um misto dos dois animais, acrescidos de algum molusco. Digo molusco pois são detestáveis, repulsivos e creio eu, ela tinha asco dessa figura que vivia naquele estábulo de palha e sapê.&lt;br /&gt;Mas o tempo passou, e tornei-me novamente um bípede, venerável em certos momentos e desprezível em tantos outros. Agora humano, meus olhos observam sua sombra em tantas fases da história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-2354011138433903455?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/06/transubstanciao-de-um-errante-por-circe.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-222463950115783769</guid><pubDate>Mon, 11 Jun 2007 06:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-11T03:36:03.551-03:00</atom:updated><title>Aviso à platéia</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Público, atento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ribalta tudo é intenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-222463950115783769?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/06/aviso-platia.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-3857463780261679347</guid><pubDate>Tue, 05 Jun 2007 05:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-05T02:28:09.158-03:00</atom:updated><title>A Hora V</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranca essa foice do meu peito,&lt;br /&gt;Que mata-me há anos, dia após dia,&lt;br /&gt;e entrega-me a lâmina sangüinária e enferrujada,&lt;br /&gt;cuja qual derrotarei nossos inimigos&lt;br /&gt;com o simples soar do metal maldito&lt;br /&gt;cortando o vento invernal!&lt;br /&gt;Eis a hora&lt;br /&gt;de sentir o gosto de teu mal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-3857463780261679347?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/06/hora-v.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-6324044678848296541</guid><pubDate>Sat, 05 May 2007 05:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-05T03:00:34.447-03:00</atom:updated><title>Parcimonioso - I - Despertar</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relógio desperta, galo da vida moderna: são já matutinas oito marcadas.&lt;br /&gt;Sôfrego, a vida toda lhe parece vulgar. Seja em dia de sol ardente ou noite de chuva parva, a teus olhos cansados toda vida lhe parece causar-lhe incômodo, a cidade é um pandemônio sem ouro, barroco cimento, onde toda correria é um formigueiro de vaidades desvaiaradas e ambições desmedidas.&lt;br /&gt;Naqueles dias, invadiu-lhe uma montanha russa de sentimentos incontrolavelmente desesperadores, que em meio à altos e baixos circundavam seu ser e, em menos de meio minuto, a visão do céu lhe parecia menos azul.&lt;br /&gt;E acordado a minutos secos de dia frio, bela imagem se formou na mente ímpar. Formosa outrora ojerizada, num instante é bruxa agora é fada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entediou-se de ficar deitado em sua cama, ninho quente, e moveu breve a cabeça, do teto á janela. Mas esforço era grande demais para se por sentado e se firmar em seguida em terra firme, os pisos de cerâmica, gastos, de seu quarto. Suspira, com dificuldade, como se ar fosse rarefeito. Com efeito, só tristeza lhe permeia o dia, teto de novo.&lt;br /&gt;Fecha os olhos num pesar, quer dormir, não acordar.&lt;br /&gt;Cochila mais cinco minutos, depois quinze.&lt;br /&gt;Meio dia.&lt;br /&gt;Vai levantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-6324044678848296541?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/05/parcimonioso-i-despertar.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-1640612046952103786</guid><pubDate>Sat, 31 Mar 2007 01:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-30T22:56:21.586-03:00</atom:updated><title>Príncipe Jacó destila sua ira</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amargura débil se abateu sobre mim. Não veio com o canto dos pássaros, sequer com o ronco sonoro dos carros. Uma doce palavra, entalada no talo do pescoço, tornou-se amargura e destilou-se até o estado mais puro que poderia atingir. Fel é que me escorre pelo canto da boca sedenta por tuas partes mais doces.&lt;br /&gt;Mata-me a sede falar baixinho teu nome, "vagabunda" reitero por fim e completa-me a alma.&lt;br /&gt;Sou um monstro ensimesmado bailando em meio à cidade que cresce, cresce e não preenche esse estado da alma, vazio como sua dúvida e como minha incerteza.&lt;br /&gt;O melhor é que nem dor produz estas finas agulhas enfiadas em meu corpo, pronto para receber o golpe final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Pequeno trecho de um longo texto que está sendo gestado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-1640612046952103786?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/03/prncipe-jac-destila-sua-ira.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116865713330335879</guid><pubDate>Sat, 13 Jan 2007 02:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-13T00:19:29.473-03:00</atom:updated><title>Cruento à Lá Cocteau²³</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;por Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A orgia dos sátiros,&lt;br /&gt;oculta pelas paredes intangíveis&lt;br /&gt;de teus cristais de fita isolante,&lt;br /&gt;escuta-se ao longe,&lt;br /&gt;atráves das curvas&lt;br /&gt;dos seus vendavais uivantes.&lt;br /&gt;E pelos meus olhos&lt;br /&gt;de esmeralda cintilantes,&lt;br /&gt;que na verdade nada mais são&lt;br /&gt;do que chamas oscilantes&lt;br /&gt;de uma vingança acalentada,&lt;br /&gt;antiquada e esquecida,&lt;br /&gt;eu vi meninos, de pernas tortas&lt;br /&gt;em cima de pernas certas, de pau,&lt;br /&gt;erguidos do meio&lt;br /&gt;de um cataclisma social&lt;br /&gt;pelas ruas de pedra pomes,&lt;br /&gt;com estátuas de chouriço, cruas&lt;br /&gt;de onde derretia e escorria,&lt;br /&gt;aquela baba grossa&lt;br /&gt;a qual escorregou ela que&lt;br /&gt;insana corria nua&lt;br /&gt;e assustada, me abraçou,&lt;br /&gt;não era medo, era astúcia!&lt;br /&gt;Então num quarto vazio nos deitamos,&lt;br /&gt;ela adormeceu em sete anos.&lt;br /&gt;Sete horas, eu acordei e abandonei&lt;br /&gt;o que por sete séculos eu procurei,&lt;br /&gt;em sete meses achei, em sete minutos venerei,&lt;br /&gt;e segui meu caminho,&lt;br /&gt;fosse como servo,&lt;br /&gt;embora rei.e procurei...procurei?&lt;br /&gt;Eu caminhava dia após dia e noite após noite,&lt;br /&gt;mas nunca achei novamente,&lt;br /&gt;aqueles olhos dormentes,&lt;br /&gt;e coração pulsante.&lt;br /&gt;Minha pústula era ungüento,&lt;br /&gt;que escorría de meu peito&lt;br /&gt;frio e suado&lt;br /&gt;e lavei minha face triste com o sangue&lt;br /&gt;que expeliste, coração meu,&lt;br /&gt;tu não mais existe!&lt;br /&gt;À minha fome insaciável&lt;br /&gt;me guardei enquanto pude,&lt;br /&gt;então veio aquele seio tão amável&lt;br /&gt;que suguei com sede interminável,&lt;br /&gt;mas era amargo o veneno que saía&lt;br /&gt;de teus mamilos, noite e dia,&lt;br /&gt;minha bílis corría meu esofago.&lt;br /&gt;Eu sofria!&lt;br /&gt;Fechei minha boca encalacrada de prazer,&lt;br /&gt;refugiei me sozinho, não havia mais nada a se fazer.&lt;br /&gt;Repousei em tão doce praça,&lt;br /&gt;que acordei banhado na poça&lt;br /&gt;de lama ressecada,&lt;br /&gt;que a chuva ácida de tuas lágrimas&lt;br /&gt;espirraram em minha cangalha&lt;br /&gt;Que soltou-se ali mesmo,&lt;br /&gt;caiu ao chão, e fiquei mais leve&lt;br /&gt;sem ter o que carregar, só o relógio no pulso,&lt;br /&gt;e as unhas nas mãos,&lt;br /&gt;largas e afiadas,&lt;br /&gt;me protegiam do que mais pudesse&lt;br /&gt;vir a ser ameaça.&lt;br /&gt;Lembrei de teu ventre, tu querias ser ressecada.&lt;br /&gt;Mas para teu nobre sofrimento,&lt;br /&gt;a minha prole foi gerada.&lt;br /&gt;E mesmo mortos, são de prata&lt;br /&gt;e te acompanham nessa estrada.&lt;br /&gt;Para sempre seus, minha amada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116865713330335879?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2007/01/cruento-l-cocteau.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116725940826230228</guid><pubDate>Wed, 27 Dec 2006 22:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-27T19:46:18.206-03:00</atom:updated><title>Faltam palavras</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me agonia&lt;br /&gt;os ponteiros girando&lt;br /&gt;e essa página vazia,&lt;br /&gt;dia após dia&lt;br /&gt;nem poema, nem conto&lt;br /&gt;apenas apatia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116725940826230228?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/faltam-palavras.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116681680331338405</guid><pubDate>Fri, 22 Dec 2006 19:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-23T02:05:23.266-03:00</atom:updated><title>Praxe</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre enorme vazio&lt;br /&gt;nesses vomitórios intermináveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me pergunta se faz frio&lt;br /&gt;ou se meus cães são tão amáveis,&lt;br /&gt;seria isso por falta de brio&lt;br /&gt;ou por mero desinterresse&lt;br /&gt;em me fazer melhor análise?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tenho cães ou sinto frio,&lt;br /&gt;Acredite,&lt;br /&gt;não altera a nossa paráfrase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116681680331338405?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/praxe.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116624147751049053</guid><pubDate>Sat, 16 Dec 2006 03:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-16T00:57:57.523-03:00</atom:updated><title>Não me acorde não.</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tilintar das gotas,&lt;br /&gt;não me acorda não.&lt;br /&gt;Deixa eu dormir mais um pouco&lt;br /&gt;que é para sentir o chão&lt;br /&gt;tão duro que é macio&lt;br /&gt;com esse sono louco&lt;br /&gt;pesado e tardio.&lt;br /&gt;Que é para sentir o frio&lt;br /&gt;que sopra sem dó,&lt;br /&gt;nem piedade,&lt;br /&gt;um desvario!&lt;br /&gt;Tilintar de gotas&lt;br /&gt;no telhado de zinco frio,&lt;br /&gt;não, não me acorda, não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116624147751049053?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/no-me-acorde-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116589524661973264</guid><pubDate>Tue, 12 Dec 2006 03:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-12T00:59:46.363-03:00</atom:updated><title>Ah, Maldita Glória!</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite estava agradável. Havia um leve perfume que o vento trazia até a mim, era um perfume das flores que se encontravam acima da mesa. Misturava-se ás vezes com o cheiro de meu café, forte e com muito açúcar. É assim que eu gosto do meu café, bem doce. Mais uma noite e eu sequer me importo por ela, Glória, estar atrasada novamente. Eu estava ali uma vez mais, sozinho, e tomava lentamente o meu café. Havia uma música em minha mente, e ela não me largava. Enquanto tomava o café e olhava sem muita atenção para a rua, ela se repetia e repetia. Porém era o refrão apenas que me marcava mais “Stormy weather”, na voz da magnífica Ella Fitzgerald. Eu mesmo cheguei a cantarolar, bem baixo...&lt;br /&gt;Eu olhei meu relógio, faltavam alguns minutos para meu compromisso e percebi que no casarão, logo do outro lado da rua, haveria mais um baile. Seus motivos eu desconhecia. Talvez fosse aniversário da filha de algum general, ou simplesmente algum senhor quisera agradar a comunidade.&lt;br /&gt;Quando o simca chambord estacionou, e devia ser o modelo do ano, um 1958, vermelho e branco, com a lataria brilhando. Estacionou, e dele desceu egrégio senhor, de terno branco, gravata preta, cabelos com brilhantina. Fiquei a imaginar-me dirigindo um daqueles! Mas claro, nossa situação não permitiria que eu possuísse um belo automóvel como o do tal homem.&lt;br /&gt;Tomei mais um gole do café. E vi o proprietário do simca chambord atravessando a rua, com passos largos e calmos, até que chegou à minha mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se importaria se eu me sentasse aqui? - Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De forma alguma”, respondi, ressabiado com a pergunta do homem. Pois havia mais de cinco mesas disponíveis, e ele quis sentar-se logo em minha mesa. Chamou o garçom e pediu um capuccino. Recostou-se na cadeira de ferro, e olhou para o tal casarão. Começou então a me dizer então, do que se tratava a tal festa, e que ele não queria estar ali. Preferia, assim como eu, aproveitar a noite tomando um café, solitário, saboreando seu charuto. O rapaz era amigo da filha do anfitrião, e por isso estava ali. Reclamava de como era incomodo fazer parte daquele círculo, e que gostaria de abrir mão desses eventos torpes. Porém necessitava “fazer o social” e isso sempre lhe demandava a presença em tais ocasiões. Ele falava com certa tristeza, enquanto fitava o movimento do outro lado darua. Parou de falar quando o garçom deixou o capuccino à sua frente. Educadamente o senhor agradeceu, e sorriu para mim, tomando seu capuccino. Um silêncio tomou conta de nossa mesa, e eu queria lhe dizer que dava tudo para estar naquela festa com Glória, mas achei que não seria de bom tom, e ficava pensando em outro assunto, enquanto ele distraído, se deliciava com o que havia pedido.&lt;br /&gt;- É um belo carro... – eu falei com breve sorriso.&lt;br /&gt;- Simca Chambord é perfeito. –Disse ele, colocando a xícara em cima da mesa, e estendendo a mão para me cumprimentar – Foi um prazer.&lt;br /&gt;Cumprimentamo-nos, e ele levou sua mão ao bolso deixando o dinheiro abaixo da xícara. Passou as mãos nos cabelos, ficou de pé, e voltou-se em direção ao seu destino inicial.&lt;br /&gt;Na calma em que chegou, foi embora. Lembrei-me de olhar no relógio, e vi que a sessão de cinema já havia começado...&lt;br /&gt;“Maldita Glória, me deixou aqui novamente esperando”, resmunguei enfiando a mão no bolso.&lt;br /&gt;Levantei-me, paguei meu café, e saí à procura de um táxi. Mas não deixei de pensar o quão maldita era Glória. Mas isso acabaria naquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116589524661973264?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/ah-maldita-glria.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116588859590963325</guid><pubDate>Tue, 12 Dec 2006 01:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-11T23:25:30.143-03:00</atom:updated><title>К понятым одним.</title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;他們是傻瓜,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;那□等待定型性在我的文本裡。&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116588859590963325?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116580950248997877</guid><pubDate>Mon, 11 Dec 2006 03:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-14T00:24:46.390-03:00</atom:updated><title>Um tapete de fios dourados</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele queria tecer um longo tapete de fios dourados para que ela pudesse caminhar, soberana, sobre ele, com seus pés delicados que a cada passo pareceriam pisar em estrelas e seguindo o tapete, chegaria ao que se tornaria o seu palacete. Mas tempo não havia para ele tecer coisa tão longa, estaria velho, e o Tempo não perdoa as pessoas mortais, como ele. Resolveu parar, então, de fitar sua fiadeira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou também que não havia ouro, nem cabelos de anjos para tecer o tal tapete. Mas não lhe saía a idéia do tapete de sua mente, dia após dia, noite após noite. Resolveu que o faria, mesmo que terminasse já velho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vestiu a túnica humilde, verde musgo, que possuía e foi caminhar por entre as pedras do caminho outrora esquecido, pensando em como realizar o que havia idealizado. E caminhou com seus pés descalços durante tantos anos que seus pés eram carne viva. Ainda assim buscava incessantemente o material para concretizar sua obra. Ao longo do caminho, muitos foram os que o trapacearam em sua procura, e assim, o Tempo passou.&lt;br /&gt;Nunca encontrou os materiais que precisava, e seu tapete não foi tecido. Certo dia, cansado, sentou-se à beira de um lago, e olhando o horizonte percebeu o quanto havia se afastado de seu objetivo. Não era o tapete, mas a mulher que andaria sobre ele que lhe era importante. Resolveu voltar, mas a caminhada era deveras longa e os caminhos não eram mais os mesmos.... Ele jamais tornou a vê-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ela? Ela morreu... lamentando jamais ter sido amada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;* texto reduzido para se adaptar ao blog.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116580950248997877?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/um-tapete-de-fios-dourados.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-21568582.post-116562978514147528</guid><pubDate>Sat, 09 Dec 2006 01:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-08T23:03:05.153-03:00</atom:updated><title>Caiu...</title><description>&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;de Thiago Berzoini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O pão francês caiu no chão!" Pensou enquanto olhava-o, saboroso e vistoso, caído, balançando quase imperceptivelmente, ainda devido a dura queda.&lt;br /&gt;Era o último. Olhou no saco de pães, remexeu, e não havia mais nenhum. Olhou para os lados, estava sozinho, e catou mais do que depressa o pão do chão, num movimento brusco e ágil. "Espanou" com as mãos, bateu nele, e sorriu. Soprou pra garantir que estava limpo, e ainda esfregou-o nas mãos. Guardou no saco de onde ele havia escapulido de suas mãos.  Como se nada houvesse acontecido, deu meia volta, e lentamente com um sorriso no rosto, voltou ao seu quarto...&lt;br /&gt;- Eu que não vou na padaria buscar pão com esse calor. - Concluiu, sentando-se em sua poltrona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21568582-116562978514147528?l=cafezinhocomthiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafezinhocomthiago.blogspot.com/2006/12/caiu.html</link><author>noreply@blogger.com (Thiago Berzoini)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item></channel></rss>